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Camponeses evitam confronto e ocupam a sede do Incra.

04/06/2012

O coordenador também destacou que a prefeita do município de Branquinha, Renata Moraes, também seria contra a transferência.

Escrito por: Alagoas24horas

 

Os trabalhadores rurais do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), que obedeceram à ordem de desapropriação da Praça Visconde de Sinimbú, no centro de Maceió, nesta quinta-feira (31), e seriam relocados para o Assentamento Flor do Mundaú, no município de Branquinha, foram recebidos pelos assentados com foice, paus e pedras, e, segundo a coordenação do movimento, “nós éramos o alvo de uma articulação política e fomos atingidos em cheio”.

De acordo com o MTL, houve uma reunião na sexta-feira (25) do Comitê de Conflito Agrário onde ficou decidido o cumprimento do mandado de desapropriação da Praça, expedido pela Vara Agrária, em favor da Prefeitura de Maceió, e segundo Rafael Carlos, “a nossa preocupação era em relação a recepção das 27 famílias no assentamento e eles nos garantiram que não haveria problema, mas não foi o que aconteceu, os assentados só não colocaram fogo nos caminhões porque tivemos que articular e mostrar para eles que não queríamos ir para lá, porém fomos forçados”.

O coordenador também destacou que a prefeita do município de Branquinha, Renata Moraes, também seria contra a transferência. “Ela (a prefeita) estava à frente das articulações, juntando os assentamentos para impedir a nossa instalação no local”, relatou.

À noite, as 27 famílias retornaram a Praça Sinimbú, mas de acordo com Rafael, para ocupar a sede do Incra e esperar um definição do órgão. “O nosso objetivo não é ocupar novamente a praça, mas não podemos ficar numa área de confronto e que vai gerar morte. Para isso voltamos ontem mesmo e ocupamos o Incra, porém, iremos descarregar os caminhões e colocar na praça, com uma lona por cima, uma vez que no INCRA não cabe tudo”, concluiu.

INCRA

A superintendente do INCRA, Lenilda Lima, relatou durante uma coletiva, que ainda vai receber o relatório do Gerenciamento de Crises, onde apresentará toda a situação da chegada no lote, como também vai buscar alternativas que vise assentar as 27 famílias.

Ainda segundo ela, o tumulto foi desnecessário e preconceituoso em relação as famílias que seriam assentadas em Branquinha. “Vamos buscar alternativas para assentar as famílias, já que temos um mandado de desapropriação e precisa ser cumprido”, ressaltou.

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