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PCC dos servidores da ALE é implantado mas, segundo sindicato, precisa de ajustes

01/02/2012

O Plano de Cargos e Carreiras (PCC)

Escrito por: Alagoas24horas


O Plano de Cargos e Carreiras (PCC) dos servidores da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) foi, finalmente, implantado nesta terça-feira, 31, nos contracheques referentes aos salários deste mês de janeiro. A implantação acontece após anos de mobilizações da categoria que, entre 2007 e 2010, realizou duas greves gerais.

Em entrevista ao Alagoas24horas, o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (SSPLAL), Ernandi Malta confirmou a implantação do PCC, mas disse que o benefício ainda não contemplou todos os servidores da Casa de Tavares Bastos.

"Os aposentados e pensionistas não foram contemplados e os demais trabalhadores, mesmo os que têm entre 25 a 30 anos de serviço, foram nivelados como se tivessem iniciando a carreira", afirmou o sindicalista, acrescentando que irá buscar da Mesa Diretora respostas acerca da revisão por tempo de serviço e outras adequações.

"Posso dizer que 90% dos trabalhadores tiveram reposição salarial, mas, ainda está aquém da necessidade. O PCC não foi implantado na íntegra, mas, ainda faremos um levantamento minucioso dos problemas, para tentar solucioná-los administrativamente. Se não for possível, iremos, mais uma vez, buscar a lei”, esclareceu o sindicalista, acrescentando que irá à Justiça para cobrar o retroativo da implantação do PCC a janeiro do ano passado.

Em entrevista a Rádio Jornal, Malta foi enfático ao ser questionado sobre os precatórios dos servidores do Poder Legislativo: "Em Alagoas só quem recebe precatório é autoridade”, afirmou, acrescentando que o sindicato também irá atuar na cobrança desses direitos trabalhistas.

Manifestações e greves.


Em novembro do ano passado, na mais recente manifestação pública da categoria, os funcionários do Poder Legislativo distribuíram um manifesto com o objetivo de mostrar as irregularidades praticadas na Casa de Tavares Bastos. Na ocasião, Malta afirmou que a Casa recebe mensalmente mais de R$ 10 milhões, destinando cerca de R$ 4 milhões para a folha de pagamento salarial dos servidores ativos e aposentados.

Desde 2007, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Taturana, os funcionários da ALE já realizaram duas greves gerais. A primeira, em 2008, quando a sede do Poder Legislativo funcionava provisoriamente no prédio da Associação Comercial, no bairro do Jaraguá, e a segunda em 2010.

Nas paralisações, que tiveram direito a agressões verbais e físicas entre policiais que faziam a segurança do Poder Legislativo e grevistas, os servidores conseguiram impedir a realização de sessões ordinárias e atrasar a apreciação de projetos do governo e dos parlamentares na Casa.
 

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