Twitter

CUT AL > LISTAR NOTÍCIAS > DESTAQUES > SINDICATOS FAZEM BALANÇO POSITIVO DE 2011 EM ALAGOAS

Sindicatos fazem balanço positivo de 2011 em Alagoas

02/01/2012

CUT destaca que protestos foram fundamentais para acordo com Governo do Estado, mas alerta sobre compromisso para 2012

Escrito por: Gazetaweb

 

CUT destaca que protestos foram fundamentais para acordo com Governo do Estado, mas alerta sobre compromisso para 2012; 'Estaremos atentos'

O ano de 2011 chegou a fim e, com ele, a esperança de que o próximo possa renovar as esperanças por dias melhores, sobretudo em um Estado cuja metade da população sobrevive abaixo da linha da pobreza. Este ano, foram muitas as manifestações que ganharam as ruas da capital e interior, a fim de sensibilizar o poder público acerca da necessidade de se valorizar a classe dos servidores.

Encerrada mais um jornada de muitas lutas, 'mas também de conquistas', os sindicatos que estiveram à frente do movimento que quase parou a estrutura administrativa do Governo do Estado, fazem um balanço positivo de 2011, ressaltando, no entanto, a importância do cumprimento de pontos da extensa pauta apresentada ao governador Teotonio Vilela (PSDB), que teve dificuldade para evitar uma greve geral.

E os protestos parecem ter surtido efeito, apesar de, em alguns deles, a população ter sido prejudicada, em virtude do bloqueio de rodovias, por exemplo. A intensidade com a qual esse tipo de manifestação alcançou está comprovada nos números do Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar, cujo comandante, o coronel PM Robson Gomes, até afirma considerar a forma de reivindicação legítima, evidenciando a capacidade de organização política dos movimentos sociai

 


 

 

"Nós já encaminhamos o relatório de ocorrências anual ao Comando Geral da PM, como sempre fazemos. É certo que, em muitos casos, há excessos, mas as manifestações muitas vezes retratam a falta de visão administrativa do poder público", comentou oficial, lembrando os inúmeros casos em que a polícia precisa ser acionada para protestos com o objetivo de se cobrar o regular fornecimento d'água, por exemplo.

Ainda de acordo com o comandante do Centro de Gerenciamento de Crises, foram 33 registros de bloqueio de rodovia em todo o Estado, além de 35 de vias públicas, até 20 de dezembro deste ano.

Para o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Cícero Lourenço, as manifestações se fizeram necessárias para forçar o órgão responsável a efetivamente debater os problemas apresentados pelos trabahadores. Ele destaca o processo de negociação no tocante ao reajuste salarial, com o governo estadual tendo oferecico apenas 5.91%, percentual que seria pago em duas parcelas.

"Depois de muita pressão, conseguimos chegar aos sete por cento, a ser pago de uma só vez. Alcançamos nosso objetivo porque fomos às ruas, chegando a ocupar prédios públicos para que o governo atentasse para a gravidade do problema", recordou o sindicalista, lembrando ainda o acordo com a Prefeitura de Maceió, que fechou o reajuste em 10%, de modo que os trabalhadores pudessem repor a inflação do ano anterior, além da promessa de ganho real em 2012, mediante crescimento real da receita corrente líquida.

"Além disso, outra grande conquista foi a promessa de que teremos mesas setoriais para permanente negociação com cada categoria. Com isso, depois de seis grandes manifestação ao longo do ano, podemos afirmar que tal mobilização surtiu o efeito desejado. Também por isso, precisamos continuar atentos no ano que se aproxima, pois, caso algum ponto seja descumprido, logo reuniremos toda a classe trabalhadora para a execução das garantias", alertou Cícero Lourenço, acrescentando que os protestos seriam fruto 'tão somente da dificuldade de os gestores manterem o diálogo com o servidor'.

"Infelizmente, a política deste governo nos leva a manter certa desconfiança, sobretudo pelo fato de um ano eleitoral se aproximar".

Médicos e bancários também comemoram

A classe dos médicos também teve o que comemorar. É o que garante o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Wellington Galvão, que se reporta, em especial, à conquista do Plano de Cargos e Carreira (PCCC) dos profissionais contratados pelo Município de Maceió.

 

"Retomamos o diálogo com o governo estadual com a chegada do secretário Alexandre Toledo, discutindo os nossos honorários. Também por isso podemos afirmar que foi um bom ano para a classe médica, apesar de alguns problemas ainda preocuparem bastante, a exemplo do fato de a greve de profissionais do Programa Saúde da Família (PSF) persistir em mais de trinta cidades alagoanas", salientou, acrescentando que, nestes casos, a tendência 'é a de que os médicos abandonem tais municípios', a exemplo de Penedo e São Miguel dos Campos.

Já com relação à tabela dos valores pagos pelos planos de saúde, Galvão ressaltou não ter havido nenhum avanço. "Estamos buscando respeito e dignidade, mas, infelizmente, permanecemos na estaca zero", reforçou o sindicalista.

Já o presidente do Sindicato dos Bancários de Alagoas, Jairo França, a greve da categoria, neste final de ano, foi necessária à conquista de direitos como o reajuste em percentual acima da inflação. "Também batalhamos muito junto aos bancos para coibir muitos abusos, como a questão do assédio moral. Com isso, conseguimos protagonizar a maior paralisação dos últimos vinte anos", entusiasmou-se Jairo, destacando que a categoria ganhou força mesmo diante da ameaça de nova crise internacional.

Ainda de acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários, a mobilização da categoria resultou em um aumento de 10% no número de sindicalizações. "Trabalhamos dentro da perspectiva de que o Brasil vai crescer ainda mais no próximo ano", ressaltou Jairo França, revelando ainda que, em 2012, mais duas agências da Caixa Econômica Federal serão entregues à população, ampliando a oferta de vagas de trabalho no setor bancário.

Educação na luta

 

Já a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Alagoas (Sinteal), Célia Capistrano, 2011 também foi um ano 'de muitas lutas', com o Governo do Estado tendo implatado o piso nacional para o magistério, 'algo que vinha sendo discutido desde 2009'. "Conseguimos arrancar um percentual melhor do que aquele que nos foi proposto, com certa rispidez e de forma muito simplista. Também por isso, precisamos nos manter atentos, já que estamos a lidar com um governo seduzido pela privatização do setor público", alfinetou a sindicalista.

Para o Sinteal, o fato de alguns gestores terem sido punidos, inclusive criminalmente, em virtude de acusações de desvio de recursos que seriam destinados à Educação em municípios do interior também deve ser comemorado. "Com muito mobilização, esperamos que isto não mais aconteça. Acreditamos que, somente agora, os governantes começam a compreender que investir em Educação não é gastar", emendou Célia, lembrando também acompanhar a implantação do reajuste concedido pelo prefeito Cícero Almeida (PP) aos servidores municipais.

  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

TV CUT
João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta solidariedade a sindicalistas coeranos presos.
João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta solidariedade a sindicalistas coeranos presos.

João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta(...)

RÁDIO CUT

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES DE ALAGOAS
Rua General Hermes, 380 | Cambona | CEP 57017-200| Maceió | AL
Fone: (55 82) 3221.6794 - (55 82) 3336.8786| www.cut-al.org.br | e-mail: cutalagoas@gmail.com