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Funcionários do Sindipetro entram em greve

09/12/2011

Os funcionários do Sindicato dos Petroleiros e Químicos de Alagoas e Sergipe

Escrito por: Assessor de imprensa Pedro Roberto

Os funcionários do Sindicato dos Petroleiros e Químicos de Alagoas e Sergipe – Sindipetro AL/SE entraram em greve por tempo indeterminado desde o dia 2. Os trabalhadores resolveram paralisar as atividades depois de esperar por quase três meses pela resposta da entidade à pauta de reivindicações da categoria. 

Não é a primeira vez que os empregados se mobilizam. Em 2009, o sindicato enfrentou outra greve, devido ao descumprimento de uma cláusula do acordo coletivo e da ameaça de rebaixamento de conquistas feitas pela direção na época das negociações salariais.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Sindicais - Sintesfal, Sinval de Melo Costa, a paralisação poderia ter sido evitada se o Sindipetro AL/SE não tivesse imposto a condição de só negociar após o fechamento do acordo dos petroleiros. “Não aceitamos a imposição porque têm pontos da pauta que independem do referido acordo. Além disso, da última vez que aguardamos pela boa vontade do sindicato recebemos uma proposta indecorosa que retirava direitos da categoria”, explicou.

A direção do Sindipetro AL/SE já enviou ofício ao sindicato que representa os trabalhadores, se comprometendo a apresentar uma contraproposta no próximo dia 10. No entanto, os empregados decidiram aguardar mobilizados o início das negociações, para só depois deliberar pela continuidade ou encerramento da greve.

A categoria espera que a iniciativa do Sindipetro AL/SE seja de garantir pelo menos o que existe no atual acordo. “Mais uma vez estaremos atentos para cobrar uniformidade no discurso do sindicato. Se eles defendem direitos e conquistas nas bases onde atuam, também somos trabalhadores e queremos ter a mesma consideração”, disse o dirigente do Sintesfal.

Sinval Costa afirmou que nos últimos anos o tratamento do Sindicato dos Petroleiros com os funcionários tem sido diferenciado. Segundo ele, este ano vários diretores já revelaram a intenção de retirar cláusulas do acordo em vigor. “Para nós esse comportamento revela que a entidade vem perdendo o rumo da coerência. Ou seja, é aquela velha história do faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.”, frisou o presidente Sintesfal.

O dirigente disse ainda que se a posição do Sindipetro AL/SE for a de querer extinguir direitos, a tendência da categoria é a de manter a greve e fortalecer o movimento com o apoio de entidades parceiras, como a CUT e a Federação Interestadual dos Trabalhadores em Entidades Sindicais (FITES).

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