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SMCCU e Sindicato flagram irregularidades gritantes no Bradesco

10/11/2011

Caos nas filas do Bradesco.

Escrito por: Seeb-AL

 

 

Diretores do Sindicato acompanharam na manhã desta terça-feira (8/11) uma operação conjunta da ONG Sal da Terra e Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU) na agência central do Bradesco, cujo objetivo era verificar o tempo e as condições de atendimento aos usuários. Na operação foram detectadas inúmeras irregularidades, sobretudo no que se refere ao cumprimento da “Lei das Filas”.

“O cenário que encontramos na agência era de caos, um verdadeiro inferno”, afirma Juan Gonzales, funcionário do Bradesco e diretor de Comunicação do Sindicato. Segundo ele, que esteve na unidade com os diretores Ismael Júnior, Heriberto Coelho e Márcio Canabarro, as pessoas se aglomeravam em imensas filas, em condições desconfortáveis, sem perspectiva de quando seriam atendidas. Além de extrapolar o tempo limite para atendimento aos clientes, que é de trinta minutos em dias de pico e vinte minutos em dias normais, a agência não preenchia a senha que serve para controlar o horário de chegada e saída dos usuários.

O caos no atendimento vem sendo agravado pelo número reduzido de caixas - estratégia que o banco utiliza para economizar com mão-de-obra e aumentar o lucro. No dia da fiscalização, além dos pouquíssimos caixas para atendimento ao público em geral, apenas dois funcionavam para atendimento aos idosos, no terceiro andar, uma estratégia do banco para esconder as péssimas condições de atendimento aos aposentados. Eles chegavam a esperar mais de duas horas na fila, o que demonstra imensa falta de consideração para com o segmento. Alheio ao sofrimento dos velhinhos, o Bradesco ainda tem a cara de pau de estampar um letreiro em suas dependências dizendo que é “Banco Amigo da Melhor Idade”.

Outra irregularidade costatada pela fiscalização da SMCCU, pelo Sindicato e pela ONG Sal da Terra foi a não colocação por parte do Bradesco dos biombos/tapumes em frente aos caixas, exigido pela legislação municipal. Ao contrário de outras instituições financeiras, que já cumprem a lei, o banco continua fazendo pouco caso da competência do município em legislar sobre a matéria, o que coloca em risco a vida de clientes e usuários, que podem ser vítimas de assaltos na saída das agências.

Após flagrar as inúmeras iregularidades no Bradesco Centro, a SMCCU notificou e autuou a unidade. O resultado da fiscalização também será encaminhado à Justiça, onde o Bradesco responde a ação coletiva movida pela ONG Sal da Terra. Na ação, a entidade pede não só o cumprimento da “Lei das Filas”, mas a instalação de banheiros, de bebedouros e cadeiras dentro das agências. A Justiça determinou que a própria entidade ajude na fiscalização dos bancos, para saber se as leis estão sendo cumpridas. “Pedimos uma penalidade de R$ 300 mil para cada agência que descumpra a legislação", explica o presidente da ONG, João Luiz Valente.

Fonte: Seeb-AL

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