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Eletrobras e CHESF paralisam atividades em Alagoas

21/07/2011

Em protesto pelo descaso da Eletrobras com as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2011 os/as trabalhadores/as da Eletrobras Distribuição Alagoas e CHESF estão paralisados.

Escrito por: Ascom/ Urbanitários

Em protesto pelo descaso da Eletrobras com as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2011, os/as trabalhadores/as da Eletrobras Distribuição Alagoas e CHESF, estão paralisados em todo o Estado durante 48 horas, nos dias 20 e 21 de julho. A decisão ocorreu em assembleia realizada na terça-feira, 19 de julho. A categoria está concentrada no prédio sede da empresa, na Gruta de Lourdes, em protesto pelo descaso com que a Eletrobras tem tratado seus/as trabalhadores/as. A paralisação acompanha uma decisão nacional, atingindo todo o setor elétrico do país. Apenas os serviços essenciais estão mantidos.
Os/as trabalhadores/as do Sistema Eletrobras vem sendo duramente penalizados por setores conservadores do Governo Federal, que vem negando sistematicamente as reivindicações da categoria, ao passar para a sociedade que aumento de salário gera inflação. Este governo, que por um lado vem mantendo o crescimento econômico mesmo com a crise nos países desenvolvidos, por outro lado pode comprometer essa trajetória sob a justificativa do controle inflacionário, se valendo de um discurso retrogrado baseado no arrocho salarial, que empobrece os trabalhadores.
Este receituário o Brasil do governo Lula não seguiu, o que fez a diferença em relação aos países que ainda estão em crise e que continuam adotando um caminho conservador para sair do fundo do poço, o que tem como resultado a recessão, privatização e desemprego.
Lembramos que os eletricitários realizam um serviço essencial para a sociedade e a vida.
Com a eleição de Lula o setor elétrico voltou a ser alvo de investimentos, com o fortalecimento de suas empresas, e a valorização dos seus/as trabalhadores/as, com ganho real nos salários, dentre outras importantes conquistas, porém ainda muito abaixo do que é necessário para compensar os anos de estagnação. Todavia, esse ciclo de avanços, que trouxe tranqüilidade para a sociedade e crescimento econômico depois de anos estagnação econômica, vem sendo ameaçado por setores conservadores instalados no governo federal, especialmente no Ministério das Minas e Energia, com a adoção de uma política econômica conservadora que atrela aumento de salários com a inflação.
Até aqui, mesmo diante da cobrança dos/as trabalhadores/as e seus sindicatos à direção das empresas do Sistema Eletrobras, as negociações não avançaram, e o pior, a postura tem sido de indiferença, se restringindo somente a obedecer as ordens do referido ministério, de não aceitar as reivindicações da categoria.
Os/as trabalhadores/as eletricitários/as e a sociedade querem a continuidade de uma política que privilegie o aumento da massa salarial e o crescimento econômico. Por isso, estamos na luta por um acordo coletivo de trabalho justo, capaz de trazer dignidade a categoria. Assim sendo, estaremos realizando uma paralisação por 48 horas nos dias 20 e 21 de julho em todo país.
A luta dos/as eletricitários/as representa a continuidade das conquistas não somente de uma categoria, mas também de toda população que elegeu este governo querendo a manutenção de um modelo econômico e social que é exemplo para o mundo.
Deste modo, solicitamos o apoio da sociedade, pois essa luta não é contra o povo, mas contra o retrocesso que ainda permanece em setores conservadores do governo, tentando retornar a época do arrocho salarial e do desemprego.
Junte-se a nós nessa luta por melhores salários e a continuidade da política de distribuição de renda, com o permanente investimento nas empresas públicas e serviços de qualidade para todos/as.

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