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Governo vai acabar com licitação casada de geração e transmissão

21/07/2011

Escrito por: Redação Brasília

 

 

A EPE prevê expansão de 43% das linhas de transmissão que, somam 99 mil quilômetros de extensão

Os ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente estudam medidas para otimizar os processos de licenciamento de obras de geração e transmissão da energia elétrica no país.

De acordo com o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, o governo quer acabar com um dos principais gargalos que dificultam os investimentos no setor.

– Temos tido alguns problemas na questão do licenciamento, mas isso a gente acha que vai ser superado –, disse ele.

Quando o processo de licenciamento for mais ágil, Tolmasquim disse que o modelo de investimento casado de geração e transmissão será descartado.

– Após as medidas, não vai ser preciso fazer as duas licitações juntas, da usina geradora e da linha de transmissão. A gente acha que vai ter condições de fazer a linha de transmissão a tempo, sem executar a obra junto com a da usina. Primeiro, faremos leilão da usina de geração. E, às vezes, uma linha de transmissão atende a várias usinas –, explicou após a reunião do Conselho Temático de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

Nos próximos dez anos, a EPE prevê expansão de 43% das linhas de transmissão que, atualmente, somam 99 mil quilômetros de extensão. O Brasil teria, em 2020, mais 42 mil quilômetros de linhas.

– Isso traz tranquilidade, temos grande parte da expansão equacionada –, disse ele.

As fontes de energia renováveis que, atualmente, são responsáveis por 83% da produção, continuarão com o mesmo percentual ao longo dos próximos dez anos. A participação da hidreletricidade cairá de 75% para 67%, enquanto as fontes alternativas, como eólica , biomassa e de pequenas centrais hidrelétricas (PCH) dobrarão a oferta, de 8% para 16%.

As termelétricas nucleares e movidas por combustíveis fósseis pemanecerão com as mesmas fatias na matriz: 2% e 15%, respectivamente.

Para o presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da CNI, José de Freitas Mascarenhas, o cenário otimista apresentado para o setor elétrico é viável.

– Acredito que o risco de apagão nos próximos anos é diminuto, porque os números estão postos e, quando tem planejamento, isso é possível.

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